Os patogéneos resistentes ao antibiótico, tal como os resistentes ao ENTEROCOCOCOCOCOCO-VANCOMICINA (REV), são um problema crescente em doentes hospitalizados e, muitas vezes, causam infecções após o tratamento com antibiótico. As infecções por ERV começam habitualmente na Índia. EM CONDIÇÕES NORMAIS, A NOSSA INTESTINA É COLONIADA POR CENTROS DE BACTERIAS COMUNS, A MICROBIOTA, QUE INIBIDA A COLONISAÇÃO INTESTINAL POR VRE, A QUE SE denomina “RESISTÊNCIA À COLONISAÇÃO” (CR). Conversamente, a administração de antibiótico opõe-se à composição da microbiota que permite a coagulação da substância e, em seguida, difunde-se em sangue, onde pode pôr em perigo a vida do doente. Portanto, compreender como e o que os membros da Microbiota contribuem para o CR e como os antibióticos promovem a infecção é crucial se quisermos evitar as infecções por VRE. No entanto, a ausência de técnicas para analisar a microbiota dificultou o estudo deste campo clinicamente relevante. Fortuitamente, novas técnicas de sequenciação de massa permitem agora o estudo detalhado da microbiota e dos seus genes (microbioma). O nosso grupo promoveu esta nova metodologia para identificar as alterações microbióticas que promovem a coordenação do VRE e identificam as espécies bacterianas que contribuem para a RC. Mostrámos que a remoção de certas bactérias da microbiota, incluindo BARNESIELLA, RUMINOCOCCACEAE, LACHNOSPIRACEAE, ALISTIPES, ALLOBACULUM, aumenta o risco de infecção. Além disso, a reconstitução do gelo tratado com antibióticos com estas bactérias diminui consideravelmente a coordenação por VRE. Tendo identificado bactérias microbióticas específicas que promovem a RC, neste projeto propomos identificar os mecanismos pelos quais estas bactérias contribuem para a proteção. OS NOSSOS RESULTADOS PUBLICADOS INDICAM QUE A MICROBIOTA CONFERE CR NA AUSÊNCIA DE COMPONENTES ESSENCIAIS DO SISTEMA IMUNE. Por conseguinte, neste projecto centrar-nos-emos na identificação dos mecanismos através dos quais a microbiota contribui directamente para a resistência (conformidade dos nutrientes, produção de substâncias inibitórias). Para atingir este objetivo, vamos primeiro definir os nutrientes utilizados pelos patogénios e bactérias de proteção (BPS) no MICE INTESTINE. Para isso, utilizaremos técnicas ópticas (metagenómica e metatrancipritómica) para identificar os genes expressos para adquirir em VIVO os nutrientes, e técnicas metabólicas para identificar os nutrientes que tenham diminuído em VIVO após a clonagem por VRE ou BPS. Além disso, identificaremos in vitro, por «ferramentas», os nutrientes essenciais para o crescimento do VRE e, por meio de uma técnica de identificação de contaminantes por transposição em VIVO, identificaremos os genes que o VRE necessita para acalmar o INTESTINO e adquirir os nutrientes. Uma vez definidas as estratégias utilizadas pelo VRE e pelo BPS para explorar os nutrientes, os testes de competência in vitro e in vivo demonstrarão o papel da concorrência nutricional no CR VERSUS VRE. Por outro lado, os Perfis ÓMICOS IN VIVO do BPS identificarão possíveis moléculas inibidoras que serão testadas em testes de inibição de crescimento para definir o papel destas moléculas em CR. As informações obtidas neste projecto darão origem a novas estratégias terapêuticas para combater as infecções dos veículos eléctricos, um patogéneo que está a adquirir resistência às poucas opções terapêuticas disponíveis.