Em 2015, o presidente Obama lançou e financiou a Iniciativa de Medicina de Precisão (PMI). As doenças respiratórias, as infeções graves, os tumores hematológicos não sólidos e as doenças vasculares são entidades heterogéneas que afetam metade da população adulta e condições em que as técnicas de medicina de precisão podem ser aplicadas com grande benefício para os doentes e os sistemas de saúde. Estas doenças e condições estão interligadas, mas suas terapias atuais visam os efeitos a jusante da disfunção do órgão, em vez da causa subjacente. Como tal, são muitas vezes ineficazes em certos grupos de doentes com essas doenças devido à dificuldade de identificar os doentes certos para o tratamento certo no momento certo. Portanto, faz-se urgente o desenvolvimento de abordagens diagnósticas e terapêuticas que possam direcionar as causas e os mecanismos fisiopatológicos, genéticos e moleculares com maior especificidade e precisão, diminuindo assim a morbidade, a mortalidade e a carga de adoecimento tanto para os pacientes quanto para suas famílias. Os benefícios da investigação coordenada em fenótipos clínicos, genómica, proteómica, metabolómica e transcriptómica levaram a novas aplicações terapêuticas e prognósticas noutros domínios, como a oncologia. Aplicar tais esforços coordenados da investigação às doenças respiratórias, infecciosas, hematológicas, e vasculares, constitui um passo importante em avançar o cuidado e em melhorar a vida dos afetados. Este é o nosso objetivo e a base para esta aplicação.