O leste da Eslovénia e o sul da Estíria encontram-se em muitas condições naturais, como na geologia, na composição do solo e nas condições climáticas muito semelhantes. Isso levou a desenvolvimentos históricos semelhantes no abastecimento de alimentos e, portanto, no desenvolvimento social e cultural da região, que também se manifesta em seu rico património arqueológico. A produção de alimentos na área do programa é hoje utilizada não só para abastecer a população, mas é uma parte essencial do turismo. O primeiro desafio surge com a produção agrícola intensiva, que está relacionada com a redução da produção de antigas variedades tradicionais de culturas e da biodiversidade. O segundo desafio surge de uma oferta excessiva de alimentos, o que cria dificuldades no desenvolvimento de identidades distintivas de produtos que estão associados à identidade da região. O projeto PaleoDiversiStyria tenta ligar novos conhecimentos de arqueologia e arqueobotânica na área do programa, para aumentar a compreensão do património cultural e promover a tradição agrícola. Os parceiros do projeto definiram-se, portanto, atividades-chave, que levarão da identificação das espécies vegetais e animais originais em contextos arqueológicos à revitalização e utilização de espécies de culturas indígenas e sua inclusão no turismo. A reintrodução de culturas antigas conduz a uma maior biodiversidade e permite que os produtores locais ofereçam produtos turísticos novos e atrativos, que construirão a sua identidade no património arqueológico local. Estes produtos contribuem para sublinhar a importância da proteção do património arqueológico por serem os portadores da identidade das ofertas turísticas.