No âmbito deste projeto 3DPRIME, a VITO pretende elevar a sua tecnologia de impressão 3D (microextrusão) a um nível superior através da construção de uma linha-piloto. Esta tecnologia tem a vantagem de poder ser impressa uma gama excecionalmente vasta de materiais, incluindo materiais convencionais (plásticos e metais), mas também materiais cerâmicos. Como resultado, os componentes funcionais (catalisadores, sorventes, trocadores de calor e eletrodos) podem ser produzidos através da impressão 3D, o que pode aumentar significativamente o desempenho destes componentes. Desta forma, esta tecnologia e a linha-piloto pretendida podem ser utilizadas para, entre outras coisas, tornar o setor químico e energético mais sustentável. A produção de componentes funcionais com maior desempenho através desta tecnologia de microextrusão já foi demonstrada pela VITO na atual infraestrutura (lab), em colaboração com vários parceiros industriais. No entanto, a fim de validar ainda mais a tecnologia em condições industrialmente relevantes, são necessárias infraestruturas de investigação que possam produzir quantidades maiores sem sacrificar a qualidade (resolução, exatidão da forma, resistência) e o número de materiais adequados, a um custo competitivo. Esta validação é uma necessidade e uma procura concreta por parte das empresas (flamengas) antes de se poder dar o passo no sentido da introdução no mercado e da implementação destes componentes funcionais inovadores. Atualmente, não existe uma instalação-piloto ou de produção de acesso aberto em todo o mundo para esta tecnologia de impressão 3D de microextrusão, o que dificulta consideravelmente a validação destes componentes em condições industriais pertinentes. A linha-piloto 3D prevista é, por conseguinte, um complemento importante à expansão da VITO como centro de conhecimento em impressão 3D e permitirá uma maior cocriação e inovações na Flandres e não só. Por exemplo, o 3DPRIME contribuirá para manter a posição internacional da VITO neste domínio do conhecimento e para consolidar ainda mais este conhecimento e tecnologia na Flandres. Especificamente, o 3DPRIME visa construir uma linha-piloto de microextrusão 3D de última geração que possa produzir até 1 tonelada/mês de componentes funcionais a partir de uma vasta gama de materiais (metal, compósitos e cerâmicos) num processo automatizado (semi)contínuo com resolução suficientemente elevada (200-1600 μm). Estes componentes conduzirão, em primeiro lugar, a uma intensificação extensiva dos processos, facilitando assim a eletrificação e uma maior sustentabilidade do setor químico na Flandres. Em segundo lugar, a expansão desta tecnologia permitirá o desenvolvimento técnico-económico de materiais funcionais para o sector da energia, tais como permutadores de calor e eléctrodos. Como resultado, o projeto também atende à Estratégia Flamenga para Especialização Inteligente, com áreas prioritárias como química sustentável, materiais avançados, indústria de manufatura inteligente e energia.